smoke

“Monoxímetro, a arma dos fiscais da prefeitura. Na maioria voluntários, cidadãos de bem. Chegam no fim da noite, entram armados com sua boa fé, e seus monoxímetros, medem a quantidade de monóxido de carbono no ambiente e no pulmão de cada um. No estabelecimento já não se fuma mais, os funcionários fazem fila, 7,6,8,5: níveis preocupantes para quem não fuma, alertam os paladinos da justiça. Por fim mede-se a quantidade de monóxido de carbono no ambiente: 12, estranho, nesse lugar não se fuma mais. Repete-se a medida: 12. Não são de cigarros, mas de velas. Um deles aponta, é preciso diminuir ou acabar com as velas. Um fumante acende um cigarro, o gerente pede para que apague, ele diz que sem problema, mas que se apague as velas primeiro”.

“Sigo incendiando
Bem contente e feliz
Nunca respeitando
O aviso que diz
Que é proibido fumar
Rá! Rá! Arrá!

Que é proibido fumar…

“Antes havia fumantes e não-fumantes. Hoje, muitos dos não-fumantes, na presença de fumantes, se
consideram vítimas. Aceitam o rótulo de “fumantes passivos”, vociferam contra o que consideram o
desrespeito imposto pelos que fumam e aplaudem a lei anti-cigarro. Os fumantes são colocados na posição de agressores e anti-sociais. Combater o cigarro torna-se um consenso entre os preocupados em salvar a saúde de todos e em defender a sociedade. Numa época em que se valoriza o corpo são como o produtivo, prudente e controlado, os fumantes se tornarão uma ameaça à ordem? Por ora, os fumantes foram banidos para fumar na rua ou casa…”

Fontes : www.nu-sol.org, Roberto Carlos  …