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Calma, não estou pronunciando errado! É Dorama mesmo… Se você tem o costume de assistir novelas brasileiras, ou as famosas Soup Operas americanas (ou Siticoms), você faz parte do público que senta em frente à televisão para assistir Doramas. Dorama é o termo utilizado para séries de tv no Japão. Formam parte da programação diária das tvs japonesas. Todas as emissoras produzem dramas de diferentes temas: romance, comédia, terror, policial, entre outros. Diferentemente das novelas brasileiras e mexicanas, as novelas japonesas retratam muita tragédia e sofrimento, nem sempre com finais felizes. Muitos dão ênfase à valorização da família, amigos e à vida. Mas é claro que há aqueles de comédia, com aventuras e romances.

No Brasil a moda, desde o ano passado, é ser fã de Dorama, surgindo nominações como JDorama (Doramas japoneses), CDoramas (Doramas Chineses), KDoramas (Doramas Coreanos), além dos JMovies, KMovies e CMovies. Muitos fãs de animês passaram pela fase de “novidade” e começaram a migrar para os seriados japoneses; primeiro por terem atingido uma idade mais adulta e pedirem por temáticas mais sérias e, depois, por acompanhar a tendência no Brasil.

Vou aproveitar o post para poder divulgar o lançamento nacional de um mangá que, em 2006, foi adaptado para um dos maiores sucesso da TV japonesa. Estou falando de “Ichi Rittoru no Namida” ou “1 litro de lágrimas“. A Editora NewPop, traz essa semana para o mercado brasileiro a edição única desse mangá, que veio de um livro e que se tornou dorama, de sucesso no mundo inteiro.

A história é baseada no diário de uma garota japonesa chamada Aya Kito. Nascida em 1962, ela tinha uma vida comum, até que na adolescência descobre que possui uma doença incurável. A Degeneração Espinocerebelar é uma doença que faz a pessoa “quebrar” aos poucos, atrofiando o cérebro e tirando a capacidade de se equilibrar, de andar e, depois de um tempo, até de falar. Ela não possui cura, mas é possível fazer um tratamento para retardar os sintomas. A mãe de Aya sugere que ela escreva um diário para o médico saber como estava o cotidiano dela e ver o quanto a doença afetava a vida da garota. Mas Aya foi além: começou a colocar seus pensamentos, o que a consternava e o que pensava e sonhava para o futuro.

O diário de Aya foi publicado no Japão originalmente para a comunidade que possui problemas físicos, mas a história dramática da garota transformou o livro em algo atrativo para todos. O livro foi publicado em 1986, e Aya tinha apenas 23 anos de idade, mas já não conseguia escrever e falava com a ajuda de uma pequena tabuleta que continha todas as letras do alfabeto japonês.

Em 2006 foi lançada no Japão um dorama baseado no diário da garota, que voltou a colocar o livro na lista dos mais vendidos (com a impressionante marca de mais de 1,8 milhão de cópias vendidas). Já no ano anterior à novela japonesa, a editora Gentosha publicou o mangá de 1 Litro de Lágrimas em volume único, escrito e desenhado por Kita. O mangá segue o livro original de 1986 e conta a história da Aya Kito e toda sua jornada para se adaptar à doença. Confiram o trailer do Dorama…

(Erika Sawajiri, a atriz principal, me faz passar mal até hoje… Ai meu marca-passo)