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Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou Você
20 out

Durante décadas a indústria do tabaco fez uso da publicidade para defender a idéia de que “fumar é bom” e colocar o cigarro como elemento essencial do ”Way of life“, escondendo seus malefícios e promovendo benefícios fictícios.
As 90 peças publicitárias que compõe a exposição “Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou Você” foram produzidas entre as décadas de 1920 e 1950 para a TV e veículos impressos e mostram como a indústria utilizou-se da propaganda para enganar e esconder os reais efeitos nocivos do cigarro. Foram criadas e veiculadas com o objetivo de neutralizar temores do público geral sobre os malefícios do hábito de fumar e aumentar a base de novos fumantes – estratégias utilizadas livremente e em larga escala naquela época dada a ausência de legislação que protegesse o cidadão contra os abusos da indústria do cigarro.
As imagens fazem parte do acervo de domínio público mantido no Smithsonian Institution (Washington) e selecionadas pelos médicos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, professores da Universidade de Stanford. No Brasil elas estão sendo exibidas com exclusividade pela agência de publicidade NovaS/B, com organização de Silvana Tinelli, sócia-diretora da NovaS/B e curadoria da jornalista Bia Pereira.
É possível verificar as imagens das propagandas, além das 90 selecionadas, no site da Standford School of Medicine
A exposição começou no dia 15/10 e vai até o dia 26/10 na Livraria Cultura da Avenida Paulista. O endereço é Av. Paulista, 2.073 – Bela Vista.
Fonte: Radiodelicastessen
Lei antifumo: Uma breve bricolagem
7 out

“Monoxímetro, a arma dos fiscais da prefeitura. Na maioria voluntários, cidadãos de bem. Chegam no fim da noite, entram armados com sua boa fé, e seus monoxímetros, medem a quantidade de monóxido de carbono no ambiente e no pulmão de cada um. No estabelecimento já não se fuma mais, os funcionários fazem fila, 7,6,8,5: níveis preocupantes para quem não fuma, alertam os paladinos da justiça. Por fim mede-se a quantidade de monóxido de carbono no ambiente: 12, estranho, nesse lugar não se fuma mais. Repete-se a medida: 12. Não são de cigarros, mas de velas. Um deles aponta, é preciso diminuir ou acabar com as velas. Um fumante acende um cigarro, o gerente pede para que apague, ele diz que sem problema, mas que se apague as velas primeiro”.
“Sigo incendiando
Bem contente e feliz
Nunca respeitando
O aviso que diz
Que é proibido fumar
Rá! Rá! Arrá!
Que é proibido fumar…“
“Antes havia fumantes e não-fumantes. Hoje, muitos dos não-fumantes, na presença de fumantes, se
consideram vítimas. Aceitam o rótulo de “fumantes passivos”, vociferam contra o que consideram o
desrespeito imposto pelos que fumam e aplaudem a lei anti-cigarro. Os fumantes são colocados na posição de agressores e anti-sociais. Combater o cigarro torna-se um consenso entre os preocupados em salvar a saúde de todos e em defender a sociedade. Numa época em que se valoriza o corpo são como o produtivo, prudente e controlado, os fumantes se tornarão uma ameaça à ordem? Por ora, os fumantes foram banidos para fumar na rua ou casa…”
Fontes : www.nu-sol.org, Roberto Carlos …























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