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Henfil, cartunista de combate
23 dez

“A chave para você fazer humor engajado,
É você estar engajado.
Não há chance de você ficar na sua casa
Vendo os engajamentos lá fora,
E conseguir fazer algo”.
(Henfil, Como se faz humor político).
Com estas palavras, acredito que o cartunista Henfil conseguiu precisar sua extensa obra em torno das caricaturas que fez em sua vida. Afinal, foi um artista engajado politicamente e não deixou de relevar em cada arte de sua autoria seu profundo descrédito pelo regime político contemporâneo a ele, principalmente no período de ditadura militar; uma crítica intensa e profunda na questão social do Brasil, em especial da região do Nordeste brasileiro, onde a seca e a fome solapavam e ainda castigam os habitantes; um profundo pesar a respeito de alguns artistas, principalmente da música brasileira; por fim, uma apologia à democracia e a democratização do país. Enfim, teve esta postura e agiu sem medo, da crítica e da repressão militar.
Nasceu em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, em 1944, e morreu em 1988 na cidade do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira como quadrinista e cartunista, e teve sua estréia em 1964 na revista Alterosa. Em 1965 começou a colaborar no jornal Diário de Minas, também publicou no Jornal do Sports do Rio de Janeiro, e revistas Realidade, Visão, Placar e O Cruzeiro. Em 1969 mudou-se para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar no Jornal do Brasil e no O Pasquim.
Na revista O Pasquim é que tomou sua maior projeção profissional, ficando famoso nacionalmente e consagrando alguns personagens de suas charges, como: Cumprido e Baixim, Graúna, Bode Orelana, Zeferino, e Ubaldo, o paranóico, todos os personagens da revista Fradim lançada em 1972.
Henfil também envolveu com cinema, teatro e televisão, chegando até a trabalhar na Rede Globo, e lançando filme. Mas sem dúvida é e será sempre lembrado pelas suas charges, simples desenhos, mas que representam uma complexa realidade. Leia o post completo! »














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