Dorama

Música Clássica um pouco diferente

Sim! E qual o motivo de não se ouvir música clássica? Agora acrescente isso à um Dorama japonês e uma japonesinha linda e totalmente Hentai (calma, Hentai é um adjetivo para depravada, ou fora dos costumes). Nodame Cantabile é um animê, da mangaká Tomoko Ninomiya, que faz sucesso no Japão até hoje e se encontra em sua terceira temporada. O sucesso foi tanto que acabou sendo adaptado para o Live Action (dorama!).

A história roda em torno de estudantes de música, de um colégio japonês, em que dentre todos temos Noda Megumi (daí a junção do nome para o título do animê/dorama = NODAME) e Shinnichi Chiaki (o bonzão da escola). Nodame é uma menina desleixada e só pensa em usar seu talento incomum, no piano, para ser professora de primário, porém foi conhecendo Chiaki que acabou se encontrando, tanto no amor como na música.

A partir daí seus caminhos se intercalam, Nodame se apaixona por Chiaki, mas a principio não é correspondida. Mesmo não tendo interesse afetivo por Nodame, Chiaki pouco a pouco a deixa se aproximar devido ao seu talento musical incomum. Durante o decorrer da história conhecem vários outros personagens como: Masumi chan (um japonês gay com um black power imenso), Minne (violinista metido a rockeiro, ou vice-e-versa) e Stresemann (famoso regente totalmente pervertido).

Esta é uma história sobre a vida que mistura comédia (muita comédia) e romance e que tem como pano de fundo, a vida e desafios daqueles que são do meio musical clássico. São 11 episódios, com dois especiais e mais dois filmes a serem lançados esse ano, que me fazem rir muito, além de me deixar comovido com as músicas apresentadas em palco. Com situações hilariantes e dramas leves, e se você gostar de música clássica será ainda mais envolvente, já que o animê/dorama conta com varias obras de Brahms, Chopin, Gershwin, Rachmaninov, Listz e Beethoven.

Calma, se você não curte música clássica, não precisa ficar preocupado, pois muitas delas foram produzidas em versões “não comuns” como, por exemplo, Raphsody in Blue (de Gershiwn), tocada por uma pianica (instrumento que mistura teclado e sopro), em que Nodame aparece ao palco vestida de Doninha e a orquestra (S OKE – Special Orkestra) está toda fantasiada e faz malabarismos em pleno palco.

Não só por ter Ueno Juri no papel de Nodame me fez ver esse dorama, tudo bem que ela é uma das atrizes japinhas que mais idolatro, porém a história realmente cativa e, aposto, que quem assistir vai acabar gostando de ver as encrencas de Nodame e as situações hilárias que envolvem todos os personagens. A atriz Nodame Juri é conhecida por trabalhos que envolve atuação fora do comum, pois, em seus papéis ela acaba quebrando totalmente a filosofia de vida japonesa, mostrando que existem japoneses fora do esteriótipo; Nodame é mais um exemplo que Ueno Juri tenta mostrar para os seus espectadores.

Claro, não poderia deixar de terminar sem comentar do GYABO, de Nodame, quando ela apanha de alguém e voa pela tela, ou os IIIIIK de Chiaki, quando alguém o abraça ou faz com que ele se ferre em cena! Totalmente hilário.

Deixo aqui o trailer do filme que saiu no final do ano, a cena em que Nodame toca vestida de doninha, um GYABO da Nodame e, por fim, a música Onara Taisou (Exercício do Peido)! Espero que gostem…

Read the rest of this entry »

Mais que diabos é Dorama?

dorama_Top

Calma, não estou pronunciando errado! É Dorama mesmo… Se você tem o costume de assistir novelas brasileiras, ou as famosas Soup Operas americanas (ou Siticoms), você faz parte do público que senta em frente à televisão para assistir Doramas. Dorama é o termo utilizado para séries de tv no Japão. Formam parte da programação diária das tvs japonesas. Todas as emissoras produzem dramas de diferentes temas: romance, comédia, terror, policial, entre outros. Diferentemente das novelas brasileiras e mexicanas, as novelas japonesas retratam muita tragédia e sofrimento, nem sempre com finais felizes. Muitos dão ênfase à valorização da família, amigos e à vida. Mas é claro que há aqueles de comédia, com aventuras e romances.

No Brasil a moda, desde o ano passado, é ser fã de Dorama, surgindo nominações como JDorama (Doramas japoneses), CDoramas (Doramas Chineses), KDoramas (Doramas Coreanos), além dos JMovies, KMovies e CMovies. Muitos fãs de animês passaram pela fase de “novidade” e começaram a migrar para os seriados japoneses; primeiro por terem atingido uma idade mais adulta e pedirem por temáticas mais sérias e, depois, por acompanhar a tendência no Brasil.

Vou aproveitar o post para poder divulgar o lançamento nacional de um mangá que, em 2006, foi adaptado para um dos maiores sucesso da TV japonesa. Estou falando de “Ichi Rittoru no Namida” ou “1 litro de lágrimas“. A Editora NewPop, traz essa semana para o mercado brasileiro a edição única desse mangá, que veio de um livro e que se tornou dorama, de sucesso no mundo inteiro.

A história é baseada no diário de uma garota japonesa chamada Aya Kito. Nascida em 1962, ela tinha uma vida comum, até que na adolescência descobre que possui uma doença incurável. A Degeneração Espinocerebelar é uma doença que faz a pessoa “quebrar” aos poucos, atrofiando o cérebro e tirando a capacidade de se equilibrar, de andar e, depois de um tempo, até de falar. Ela não possui cura, mas é possível fazer um tratamento para retardar os sintomas. A mãe de Aya sugere que ela escreva um diário para o médico saber como estava o cotidiano dela e ver o quanto a doença afetava a vida da garota. Mas Aya foi além: começou a colocar seus pensamentos, o que a consternava e o que pensava e sonhava para o futuro.

O diário de Aya foi publicado no Japão originalmente para a comunidade que possui problemas físicos, mas a história dramática da garota transformou o livro em algo atrativo para todos. O livro foi publicado em 1986, e Aya tinha apenas 23 anos de idade, mas já não conseguia escrever e falava com a ajuda de uma pequena tabuleta que continha todas as letras do alfabeto japonês.

Em 2006 foi lançada no Japão um dorama baseado no diário da garota, que voltou a colocar o livro na lista dos mais vendidos (com a impressionante marca de mais de 1,8 milhão de cópias vendidas). Já no ano anterior à novela japonesa, a editora Gentosha publicou o mangá de 1 Litro de Lágrimas em volume único, escrito e desenhado por Kita. O mangá segue o livro original de 1986 e conta a história da Aya Kito e toda sua jornada para se adaptar à doença. Confiram o trailer do Dorama…

(Erika Sawajiri, a atriz principal, me faz passar mal até hoje… Ai meu marca-passo)