Artes
Anima Mundi 2010
5 jul

Para a alegria de todos aqueles que esperam ansiosamente a edição anual do Anima Mundi, excelente festival de animações de curta e longa metragem que acontece no Rio de Janeiro e São Paulo, tenho boas notícias.
Já foram divulgadas as datas para o 18º Festival Internacional de Animação do Brasil e, como sempre, será no mês de julho. No Rio de Janeiro, as exibições de animações, oficinas e workshops começarão dia 16 e vão até o dia 25. Já em São Paulo, o Festival abrirá as portas dia 28 de julho e ficará até o dia 1 de agosto, no Memorial da América Latina, ao lado da estação do Metrô Barra Funda.
Além das datas, também foi divulgada a lista das animações selecionadas. São artistas de vários cantos do mundo que aproveitam esse enorme público do Brasil (o festival reúne em média cem mil pessoas) para promoverem a divulgação de seus trabalhos e, quiçá, ganharem alguns dos prêmios nas categorias que fazem parte do evento. É muito difícil escolher o que ver e praticamente impossível ver tudo (embora conheça pessoas que dão o sangue para conseguir tal proeza!). O que importa é ir participar.
As categorias são:
Júri popular
Melhor longa-metragem
Melhor curta-metragem
Melhor curta-infantil
Melhor animação brasileira
Melhor filme de estudante
Prêmio Núcleo de Animação de Campinas
Anima Mundi web
Prêmio popular
Prêmio profissional
Vale muito a pena conferir e sempre é bom ressaltar que os ingressos têm preços simbólicos (média de R$ 3 a R$ 5 por sessão para estudantes).
Aproveito o post para recomendar o ótimo e ácido vídeo vencedor na categoria curta-metragem na edição de 2009, tanto pelos cariocas quanto pelos paulistas, Mon Chinois, ou, Meu Chinês. Trata-se de uma animação feita em 2008 e dirigida pelo francês Cédric Villain.
Utilizando slides, como se emulasse um projeto científico – de modo que as informações se revestem com o discurso da verdade –, somos bombardeados com clichês e estereótipos sobre chineses (em particular) e asiáticos: eles têm pele amarela, olhos puxados e cabelos longos; usam chapéus, consomem arroz e escrevem na vertical; criaram o papel, a imprensa e os fogos de artifício; invadiram o Tibet e massacraram estudantes; são mestres nas artes marciais.
Mon Chinois critica o discurso eurocêntrico, branco e ocidental (o narrador utiliza o possessivo “meu”, e a própria língua francesa, para se apoderar de seu objeto de estudo – os chineses), que se mantém nas superfícies, que se baseia em preconceitos arraigados. Para o autor, se vistos como estereótipos, chineses – ou quaisquer povos ou culturas – não passam de fantasmas, completos desconhecidos. Saiba mais sobre o autor: Cédric Villain
Via: Revista Moviola
Scott Pilgrim vs. The World
11 jun

Tudo bem que eu adoro cinema e vou praticamente toda semana, mas eu não me via tão empolgado por um filme assim desde Star Wars Episode III… Claro, tenho meus outros vícios no cinema (leia-se Harry Potter, Senhor dos Anéis, The Legend of Ga’Hoole, etc.), mas Scott Pilgrim vs. The World é um filme que quando foi anunciado eu já esperava ser a obra nerd mor do cinema!!!
Scott Pilgrim é uma série de histórias em quadrinhos criada por Bryan Lee O’Malley, que é composta de seis volumes e foi feito totalmente em preto-e-branco. “Ai, eu odeio mangá”. Problema é seu, pois isso não é um mangá… Contando brevemente e sem me estender (leia-se empolgar) Scott Pilgrim é um canadense de aproximadamente 24 anos, preguiçoso, anti-herói, roqueiro de garagem, que vive em Toronto, tocando baixo na banda “Sex Bob-OMB”. Ele se apaixona pela entregadora de encomendas Ramona Flowers, mas deve derrotar os sete “ex-namorados do mal” dela, para poder ficar com ela. No Brasil, Scott Pilgrim foi lançado pela editora Companhia das Letras e já pode ter seu primeiro volume comprado.
Agora pensem o seguinte, a história do gibi é muito dahora, mas imaginem isso transportado para o cinema. Michael Cera (o nerd mais dahora do cinema atual) está no papel de Scott Pilgrim e, para o meu marca-passo descontrolar, Mary Elizabeth Winstead (para quem não sabe, ela fez a filha do Bruce Willis, o Mclane, em Die Hard 4) fará Ramona Flowers, a namorada que todo nerd (eu) sonhou em um dia ter… Além dos atores muito bem escolhidos, que também conta com Anna Kendrick, Chris Evans e Brandon Routh, o filme desde já vem promovendo a sua trilha sonora cheia de músicas indies! Isso mesmo, o filme é recheado de bandas indies. Curtiu a idéia? Então assiste o trailer e depois comenta o que achou.
A única música liberada até agora é a música tema gravada pela banda Metric especialmente para o filme. Vou deixar o vídeo do youtube para vocês conferirem. Se quiserem saber mais sobre a trilha sonora, que ainda não está disponível para venda (e que logo integrará minha coleção de CDs), as meninas do “Nerd Girls” fizeram um tópico especial sobre a trilha sonora. Vale a pena conferir o trabalho que elas fizeram colocando algumas das músicas que aparecem no trailer do filme na matéria, pegando os clipes das bandas no youtube!
Bem, depois de gibi (que é meio antigão), o filme que sairá em Agosto nos EUA e em Outubro aqui no Brasil, vamos para a parte final do Pacote Nerd Scott Pilgrim. Para a alegria dos donos de PS3 (me included), a Ubisoft fez a melhor coisa que nenhuma outra produtora de games fez até hoje. A Ubisoft não adaptará o filme para games, mas sim a graphic novel, ou seja, teremos um game de Scott Pilgrim vs. The World num sidescrolling beat ‘em up, com gráficos que lembram a era 16 bits (a era de ouro dos games).
As informações são de que o jogo terá 4 personagens jogáveis: Scott, Ramona, Kim Pine e Stephen Stills, e todos terão estilos de luta diferente. No demo disponível, estavam disponíveis apenas o Scott e a Kim Pine, e segundo consta, já estava bem sensacional. A única parte chata é que mesmo com 4 jogadores, não existe um modo online de jogo (infelizmente).
- Scott Pilgrim Wallpaper
- Scott Pilgrim
- Mary Elizabeth Winstead (Ramona Flowers) e Michael Cera (Scott Pilgrim)
- Elenco de Scott Pilgrim
- Scott Pilgrim vs The World – Game PS3
- Scott Pilgrim vs The World – Game PS3
- Scott Pilgrim vs The World – Game PS3
Finalizando, fiquem de olho! Em Agosto Scott Pilgrim invade o mundo, com filme e game, quem sabe não populariza ainda mais essa série que merece respeito e é sucesso fora do Brasil desde 2005 (estou velho… lembro quando li isso em inglês). No Brasil, o filme só chega em Outubro, mas vale a espera…
Modern Warfare: Frozen Crossing
10 jun

Criado por um grupo de fãs, o curta Modern Warfare: Frozen Crossing representa bem game.
Aqui no brasil podemos fazer as fases de tiroteio no morro.
LOST – Season Finale: The End
26 mai
Foi em 2004 que tudo começou e após o anúncio de quando a série terminaria todos tinham medo de enfrentar o último episódio, porém domingo (23/05) Carlton Cuse e Damon Lindelof apresentaram ao mundo a resolução do problema de muitas noites em claro e muitas discussões entre amigos. LOST enfim teve um final! De forma diferente, vou centrar na minha opinião de LOST e o seu final, evitando descrever o episódio (esperando que quem vá ler tenha assistido).
Antes de tudo quero dismistificar umas coisas, caso alguém fale “eu acertei o final” ou “no fim minha teoria estava certa”, não passa de uma grande mentira e egocentrismo enorme. Você pode ter acertado pedaços da colcha de retalhos até o episódio 14, pois com “Across The Sea” e a história de Jacob e seu irmão, os produtores deram um soco na boca de todos e mostraram que nada é como pensávamos. Sinto informar, mas não passamos de pobres macacos na mão de Buda.
Comecei a pensar em LOST como uma nova forma de metáfora para “O Mito da Caverna” e “Matrix” após a aparição de Charlie e Desmond na realidade paralela. A função de Desmond de fazer com que todos acordassem na, até então, realidade paralela fez com que pensássemos em algo realmente paralelo, no sentido literal da palavra, pois, a realidade paralela se trata de algo atemporal. Foi por esse motivo que ficamos cegos, da mesma forma que os Losties ficaram, e foi com o emprego da frase “We leaving”, ou seja, “estamos partindo” que pudemos perceber uma forma diferente de pensar e ver o mundo. Engraçado, não? Cegueira, partidas e, como disse Christian Shephard, “move on” que traduzido temos “seguir a diante”.
Desde o início LOST usou ciência e fé, para isso usou a filosofia de Platão com a genialidade dos “Irmãos Wachowski” para mostrar um “Mito da Caverna” que utilizasse a série, os espectadores e o entendimento geral e comum do mundo, para que cada um de nós deixassemos de ser cegos para compreender o NOSSO final de LOST e seguíssemos em frente, pois, após 6 anos de sofrimento, nós encontramos nossa paz interna com o fim e agora estamos prontos para continuar. Em sua última cena, vemos o mais cético de todos (antes já convertido, na ilha) abrir os olhos e enxergar a verdade através do seu sentimento de amor pelo seu pai e vislumbrar sua própria morte. Nessa mesma cena temos a prova de que não existe um único entendimento para LOST, pois Jack ao perguntar ao seu pai “Onde estamos?”, obtém a brilhante resposta de Christian que diz não existir um “Agora” nem um “Onde” e que acompanhado de um vitral com todos os símbolos religiosos da humanidade (ou os ícones); dessa forma mostrando a todos nós que cada um de nós fomos parte de LOST por 6 anos e que, não diferente, no final temos que participar e entender da melhor forma possível, ou seja, chame de reencarnação, de “partida para o céu”, de iluminação ou de alcançar o nirvana, mas chame de algo.
LOST ensinou aos homens de fé que precisam aprender sobre ciência e que os céticos necessitam de fé; ilustrou que homens precisam um dos outros e que não existe ciência que sobreviva ao mais puro dos sentimentos: amor e felicidade. A união de tudo gera a paz, seja interna ou seja como “realização”. Não importa nome ou signo, pois o significado de cada termo está em nós, ou seja, internamente. A cada metáfora, ou melhor, a cada sombra que vemos, deixamos a caverna, do Mito de Platão, para ir em direção à luz e obter o conhecimento. Deixamos de ser ignorantes para atingirmos a luz do conhecimento, da vida, da felicidade, do amor e da paz. A Mãe de Jacob disse que a luz existe em cada um de nós, troque a palavra “Luz” por alguma dessas outras que eu disse e pense em você mesmo como parte integrante de um dos Losties, melhor se pensarmos como um pouco de cada um dos Losties sendo agrupados em um único corpo; o nosso corpo.
Charlie foi o novo Morpheus ao libertar Desmond, que se tornou o novo Neo, fazendo o mesmo que em Matrix, conseguindo unir o povo de duas realidades: a da ilha (Aion) e a da realidade paralela (Matrix). Por quê não comparar Charlie ao pequeno Cole Sear e Desmond ao especialista Michael Crowe, de “O Sexto Sentido”, em que a pequena criança consegue enxergar além daquilo que existe em sua realidade, ensinando ao seu psicólogo, Dr. Crowe, a verdade e mostrando a ele o que realmente aconteceu, ou seja, tirando-o da caverna e mostrando a luz. Sacaram o motivo de não existir somente um final? Posso dar vários exemplos e fazer com que quem esteja lendo fale “Nossa, é verdade!”. LOST se tornou ícone por ir além da televisão, para que isso continuasse até o fim a série também necessitará do repertório e conhecimento geral de seus fãs, pois aquele que se apegar somente ao que vemos na tela não passará de uma simples e pobre alma em busca de algum caminho, ou nesse caso, de resposta.
Desmond. Aquele que serviu como ponte e também, dando continuidade à história central, pode provar (coisa comum da ciência) que a fé de Jacob e, após ele, Jack estava certa (mais uma palavra científica) ao acreditar na luz proveniente do centro da ilha; interferindo em sua normalidade encerrou com a “ilha mística”, tirando a imortalidade do Dark Locke e criando uma pequena janela para a Kate, em seus melhores dias de participação como era no início da série, pudesse dar fim ao mau eminente, descarregando toda a sua raiva por pessoas queridas que foram sacrificadas em seu plano maligno. Mais uma vez Desmond, fora da ilha, na realidade paralela, conseguiu reunir todos aqueles que estavam “partindo” ou que, como Christian Shephard disse, “foram pessoas importantes” além de confirmar que “o tempo que você viveu na ilha foi real e o mais importante da sua vida”.
Se vimos Jacob ser o homem de fé, pudemos conhecer Jack (o novo Jacob) sendo um homem que deixou a ciência em busca da fé, porém foi com Hurley (o número 1) sendo um homem de amor, até mesmo a conversão de Ben (o número 2) em um homem justo e de paz. Após cada um ter enxergado a verdade e se encontrado em um mesmo plano, sem seres superiores ou inferiores, sem comandantes e comandados, pudemos perceber que todos necessitavam um dos outros e a ilha foi o local de purgação para que ambos tivessem uma nova chance, seja ela na mesma ou em outra vida. Chance essa que Ben buscou até o fim, com todos os esforços, e só conseguiu após o perdão de Locke (o verdadeiro), com a frase que serveria para qualquer ser humano: “se é com o meu perdão que você terá paz, eu te perdôo”. Nessa parte sabemos que a realidade paralela é realmente atemporal, pois, Ben não se juntou aos outros na igreja por estar vivo na ilha, após Hurley ter passado seu “Jacob Comando” para ele.
Ao dizermos que os “olhos são as janelas da alma” e que “vemos aquilo que queremos”, os produtores usaram esses artifícios perfeitamente. Como? Espelhos refletindo as imagens dos Losties, mostrando aquilo que eles querem ou esperam ver de si mesmo e, por fim, os olhos que tanto apareceram, foram responsáveis pelo final. Fim esse que protagonizado por Jack mostrando que a história pode se repetir, com sua ida ao bambuzal e deitando no mesmo local em que caíra, no primeiro episódio, sendo encontrado por Vincent; podendo vislumbrar a saída de alguns Losties da ilha, com o decolar do avião, percebeu que sua fé não foi em vão. Prova de que fé pode mover qualquer ser humano, basta crer em um nome, pedra, cruz ou luz, porém é no invisível e imaginável que o homem se segura para poder encontrar forças e seguir um caminho em sua jornada. Se fé dá forças, Amor e Felicidade são complementos para manter o homem unido à algo ou alguém, sendo compensado a cada momento de sua vida, com vontade de sempre viver um dia após o outro.
Para finalizar, os últimos minutos do seriado mostrou que não somos nada em lugar algum. Não temos certeza de nada e nos apegamos à sentidos e dizeres antigos para nos dar rumo, porém se algum dia algum Desmond nos dizer que isso não existe, teremos motivos e provas para acreditar em algo novo. Philip K. Dick foi considerado louco ao escrever Valis (ótimo livro que recomendo a todos), em que mostrava que a realidade do ser humano é algo sobreposto e que não existe um ontem ou um amanhã, mas sim um braço de cada atitude que fazemos, sobrepondo opções e variações em cima de cada agora. LOST nada mais é do que a prova real de que não devemos chamar nada de certo ou errado, de destino ou livre-arbítrio, pois não somos ninguém capaz o suficiente de mostrar à pessoa ao lado o que realmente devemos fazer, ser ou ir.
Cada um deve ir em direção à sua própria luz, seja após encontrar Desmond Hume pela frente, ou por iluminação própria, como aconteceu com a Heloise Hawking. Afinal, o que realmente importa é sabermos estar lado a lado com quem realmente vale a pena, ou seja, procurar por nossa fé, amor, alegria e paz.
Não queria, mas preciso terminar! Isso indica, também, para mim o final de LOST e que devo seguir em frente, afinal, o caminho está aí para ser seguido. Não antes de elogiar a interpretação de Josh Holloway (Sawyer) ao encontrar com Juliet (o tão esperado encontro), o surpreendente ato de Evangeline Lilly com Kate encontra Jack na realidade paralela, a magistral interpretação de Michael Emerson com Terry O’Quin na entrada da igreja e, por fim, Mathew Fox como Jack ao encontrar com seu pai, com um choro realmente verdadeiro.
Enfim, todos nós podemos seguir em frente, como Christian Shephard disse ao seu filho. Agradeço a todos que acompanharam episódio por episódio aqui no Yellow Block. Até breve e Namastê.
Comercial da Nike para a Copa
21 mai

Dirigido por Alejandro González Iñárritu (Amores Brutos e Babel), esse comercial da Nike para a Copa ficou muito bonito. Pelo jeito, Ronaldinho na seleção era uma aposta de muita gente.
LOST – Episódio 16: What They Died For
20 mai
What They Died For? For Nothing… Por nada, seria a minha resposta para o título desse episódio. O penúltimo episódio de LOST desagradou a muitos e, pelo menos, a mim surpreendeu com respostas diretas demais deixando o tom de mistério da série. Tudo bem, sabemos que falta um episódio, mas matar e responder muito de cara pode estranhar aos mais fiéis à série. Enfim temos a reta final formada, tanto na ilha como na realidade paralela, ou seja, agora só nos resta saber realmente o final, muitas respostas se foram e muito ficou limpo para dar lugar ao “gran finale”.
O episódio teve Jack centrado em seu personagem, nada mais nada menos, porque descobriríamos que ele se torna o novo Jacob. Sim! Todos os Losties enfim enxergam Jacob, que queima suas cinzas para poder aparecer em frente de Kate, Jack, Sawyer e Hurley. Revela que por eles serem solitários, eles foram os escolhidos e Kate não é mais uma escolhida por ela ter se tornado mãe. Isso gera muita discussão? Creio que não, pois os outros foram escolhidos também, mas morreram por deixarem de ser solitários ou cumprirem uma função que favorecesse o último que sobrasse a ser o escolhido! Imaginem algo como “sacrifício por um bem maior”. Jack ao ouvir que JAcob tem “uma fogueira” de vida e que após isso alguém precisa defender a ilha e sua luz interior, o Doctor levanta e aceita a missão. Dessa forma, levado ao mesmo ritual sofrido por Jacob quando sua mãe passou seu “posto” para ele. Porém não só deixa a missão de proteger a luz como diz que Jack precisa fazer aquilo que ele não conseguiu fazer antes, ou seja, matar o monstro da fumaça. Também conhecido como seu irmão.
Do outro lado da ilha temos Richard, Miles e Ben, que depois recebem a visita Widmore e Zoe (sim, o casal mistério) na antiga casa de Ben. Ao tentar pegar C4 para explodir o avião, Widmore revela que Ben precisa dele para sobreviver, porém nessa mesma hora Locke vem em direção à antiga Vila Dharma. Sua chegada resulta na morte banal de Richard, que se denomina “o importante” e que achava possível conseguir falar com o Monstro. Em sua forma de fumaça, Locke arremessa Richard para longe acabando com o personagem de Nestor Carbonel (passar bem). Em sua melhor forma e atuação, Michael “Ben” Emerson senta na varanda de sua casa esperando por Locke e se alia ao Dark Careca. Algo inesperado para mim, porém devemos lembrar que seu desespero por ter a ilha e sua ignorancia pela luta maior fez com que ele revelasse Widmore e Zoe escondidos em sua sala secreta.
Locke mata Zoe, com uma facada (passar bem, parte 2) ao ver que ela era inútil para ele e obriga Widmore a contar o motivo de ter trazido Desmond para a ilha. Então é revelado que Desmond é resistente à grandes descargas eletromagnéticas e é a arma para destruir a ilha (revelado na cena final, com Locke e Ben ao chegarem no poço e encontrá-lo vazio)! Sim, destruir a ilha, na cena do poço, Dark Locke revela que Widmore contou a ele sobre Desmond ser um mecanismo de segurança, caso todos os Losties morressem, impedindo para sempre de ele sair da ilha, porém Locke fica feliz ao ver que ele escapou vivo (Sayid não o matou), pois assim com a ajuda de Desmond ele poderia fazer o que nunca conseguiu, ou seja, destruir a ilha (mesmo sendo malvado, o Dark Locke mostra sua humanidade sempre, seja ao andar com sua forma humana e pés no chão, seja respeitando Jacob e sua mãe)!! Oh! Será então que a ilha no início da sexta temporada é o final de tudo? Disse isso lá no início da temporada (que já vimos o final), porém acredito que não, seria fácil demais, não? Ao prometer que não mataria Penny ao sair da ilha, Widmore conta o segredo de Desmond, porém ao terminar de sussurrar o que Jacob deu a ele, Ben atira em seu velho inimigo, dando fim ao combate de décadas. Widmore também morre (passar bem, parte 3). Sarcasticamente Ben se vira para Locke e diz “acho que ninguém poderá salvar a filha dele”, ainda rancoroso pela morte de Alex.
Na ilha, a história termina com Ben se aliando ao Monstro da Fumaça, concordando em matar mais “algumas pessoas” para ser o único dono da ilha, além de vermos Jack prometer a Kate a morte de Locke, por causa da morte de Sayid, Jin e Sun (sempre esquecem do pobre Lapidus). Na realidade paralela vemos Ben finalmente vislumbrar sua vida real ao apanhar de Desmond e depois por ir jantar na casa de Alex, em que finalmente vemos Russeau na realidade paralela e despertando os desejos de Ben por ela. Também vemos o Brotha indo para a prisão para reunir Sayid e Kate, além de contar com a grana de Hurley e a corrupção de Ana Lucia, para reunir todos os Losties; além de deixar Sayid com Hurley e levar Kate à um baile (o da Senhorita Hawking, creio eu), Desmond liga para Jack fingindo ser da Oceanic e confirmando que o caixão de seu pai fora encontrado.
Não podemos esquecer de Sir Locke indo a Jack contando sua teoria da conspiração, ou melhor, do destino. Sobre eles se encontrarem tanto e por serem incomum ao vôo da Oceanic, despertando em Jack a dúvida sobre o seu contato com outros viajantes que vieram da Austrália. Locke faz o que Jack fez, se rende à sua fé e deixa de acreditar em sua “purgação”, pois o mesmo vemos em Jack da quinta para a sexta temporada, abandonando sua ciência e se apegando na fé, no destino, nas causas que o levaram a certas atitudes e situações. Tudo já engatilhado para a “revelação” final da realidade paralela e a existência de uma outra vida.
Na ilha poucos Losties sobraram, na realidade paralela muitos Losties estão reunidos! Tudo bem que foi muito corrido para esse episódio, com direito a sessão “contos da fogueira” com o Tio Jacob, mas tudo isso serviu para direcionar o episódio e encerrar a série. Agora vamos ao que mais interessa, o que podemos esperar para o último episódio?
- Rose e Bernard salvaram Desmond do poço;
- Dark Locke ameaça o casal de morte, porém Desmond se entrega;
- Desmond conseguindo entrar no buraco em que tem a luz, pois lá pode estar a chave para a destruição da ilha e do monstro, já que ele sobrevive à grandes descargas eletromagnéticas e luz nada mais é do que eletromagnetismo;
- Claire se sacrificará para salvar Kate, dando a Aaron um futuro longe de sua insanidade;
- Desmond fará o seu sacrifício, ao se matar dando a chance aos Losties de sair da ilha;
- A grande consciência da realidade paralela vislumbrará os acontecimentos atuais, fazendo com que todos protejam a “luz”, tendo suas novas chances e deixando a ilha destruída;
- Os Losties não sairão da ilha, tudo ficará como “passado” para os “novos” Losties;
- Jack fará o discurso de “temos que mentir” na realidade paralela;
- Lost termina com a “consciência” e o aprendizado geral… Da mesma forma que a mãe de Jacob falou, os humanos possuem a luz interior e devido à essa experiência, os Losties passaram a resguardá-la, mudando a forma de vida que eles possuem.
Todos são meus palpites, menos os dois primeiros (que li no Dark Ufo), porém creio que a chave maior está em Desmond e sua resistência ao magnetismo, ele sim será capaz de acabar com o monstro da fumaça e talvez isso ou a saída da ilha esteja no buraco onde a luz propaga! Basta esperar para ver no domingo.
Para quem não sabe, nos EUA será exibido um especial de 2 horas antes do episódio e o episódio final possui 2h30 (1h40 de exibição e 50 minutos de comerciais). Deve terminar por volta da meia-noite aqui no Brasil, além de que o elenco estará no programa de Jimi Kimmel, ou seja, mais 1h30 de programa com LOST na TV. Será um dia especial para os fãs e na segunda-feira eu trarei todos os acontecimentos em um MEGA (de tamanho) post, ok? Quem quiser combinar de ver por Stream direto dos EUA pelo msn, só deixar o endereço nos comentários.
Enquanto domingo não chega, fiquem com o vídeo doscast members falando sobre o final da série (sem spoiler). Até semana que vem, em nosso último post sobre LOST.
Lost – Episódio 15: Across the Sea
13 mai

(Spoiler em excesso pode causar danos mentais, favor consultar um médico)
O tão aguardado dia chegou! Episódio 15 de LOST vai ao ar e revela muit da mitologia e trama por trás de toda a luta pela sobrevivência dos Losties e a fuga da ilha. Enfim descobrimos mais sobre Jacob e o MiB (que continua sem nome). Minha opinião? Ótimo episódio, porém faltou a estátua e ênfase em quem são aqueles que chegaram na ilha… Descobrimos que Jacob é um retardado manipulado e o MiB um inteligente vencido pela massificação de idéias da Mãe (falsa) dos dois… Mãe? Repararam na roupa dela? Azul demais… Me lembra algo como alguém representando uma divindade, algo relacionado à Mãe Terra! Ou seja, não que ela seja Gaia, mas uma espécie de reencarnação.
Falando em reencarnação, esse episódio me lembrou muito de Cavaleiros do Zodíaco. Não adianta torcer o nariz e dizer que não gosta, mas temos uma mulher representando a divindade mor, a Terra, que pode ser vista como Saori Kido, a reencarnação de Athena. Temos Jacob e MiB (Man in Black) como gêmeos, ou seja, uma versão para Saga e Kanon, de Gêmeos, em que um é maligno e outro o bonzinho, explicando as famosas duas caras que todo geminiano tem. Um belo dia o lado bonzinho da história se torna mais fraco que o maligno e influencia o bonzinho a fazer coisas más com sua “mãe”. Repararam a coincidência? MiB conta a verdade para Jacob a fim de fugir da ilha e até consegue, até sua “Mãe” intervir, depois disso ele é banido (como acontece com Kanon) que reúne forças para atacar seu alvo inicial. O que podemos esperar do embate Jacob x MiB? Na minha opinião podemos ver:
• Jacob morre e os Losties saem da ilha, com MiB aprisionado na ilha e com um novo representante de Jacob
• Jacob e MiB morrem e os Losties saem da ilha
• MiB se torna bom o suficiente para se libertar, após a rendição de Jacob
• Jacob e MiB deixam de existir
Seguindo a comparação ao animê de Seiya e sua turma, o mais possível que aconteça é a conversão de MiB em alguma pessoa boa, conseguindo sua tão sonhada liberdade… Porém acho que ele ficará preso com um novo Jacob. A história tem rumado para isso.
Continuando sobre o episódio, vemos um povo antigo ser apadrinhado por MiB e, por serem inteligentíssimos, constróem poços e máquinários para desvendar os mistérios da ilha. Que povo antigo era assim? Os Athenienes (mais um indício para a associação com Cavaleiros do Zodíaco). Não soubemos o motivo por qual a roda quando girada e interferindo na “luz”, faz com que a pessoa seja jogada para fora da ilha ou faz a ilha se mover. Penso que a resposta seja algo como punição para quem não seja “especial”. MiB era alguém especial e foi punido ao final do episódio ao ter seu corpo jogado lá dentro, virando o monstro da fumaça e “perdendo” seu corpo, ou seja, sendo expulso, porém expulso do corpo, perdendo sua humanidade.
Esse momento da “batalha” entre filho e mãe, além da briga entre irmãos, vemos a linha tênue entre “bom e mau” claramente. Se pensarmos, MiB nunca foi malvado… Ele simplesmente queria sair da ilha, mas alguém sempre disse não, a ponto de provocá-lo até perder a paciência e realizar o que sua “Mãe” tanto desejou: A Morte! Ele sempre foi o filho que poderia matá-la e Jacob o que cuidaria da ilha. Sem que Jacob entendesse nada, ele tomou partido da mãe bebendo seu “legado” e assumindo seu posto, porém o amor (a humanidade) de Jacob fez com que ele se mostrasse o malvado da história ao matar o irmão e o aprisionasse na ilha, pois estava seguindo cegamente algo que ele nem acredita ou queria fazer. Certo? Essas foram as palavras dele: “não me importo com a ilha”.
Mais uma vez o livre arbítrio ficou em segundo plano, pois a manipulação na ilha aconteceu mais uma vez, para que a “Mãe” pudesse enfim descansar e um dos filhos ficasse em seu lugar, porém nessa matemática aplicada em um grupo ímpar, sobraria o pior para alguém: um que seria o excluído e responsável pela morte da Mãe. Sortudo seja o MiB por ter recebido esse fardo. Ontem mesmo, antes do episódio, soltei sem querer a seguinte frase: “por isso qnd vi algumas atitudes dele eu pensei: esse cara pode até matar a mãe, mas não é para foder com td mundo”; sem querer acabei acertando, porém desde o início o MiB tem se mostrado generoso e manipulador, ou seja, características de uma pessoa fria e não necessariamente má. Pensem que se para ele sair da ilha ele precisasse pagar 1 milhão de dólares para alguém, ele faria, mas ele precisa matar os Losties para isso, então o povo chama de malvado.
Não foi sem motivos que ele disse “os fins justificam os meios”, ou seja, Maquiavél foi considerado uma pessoa má por esse pensamento, daí vem o termo “pessoa maquiavélica”, porém poucos sabem que na verdade essa frase foi com a intensão de expressar que os fins determinam os meios. É de acordo com o seu objetivo que você vai traçar os seus planos de como atingi-los. E não é isso que o MiB está fazendo desde a antiguidade? Primeiro o poço, depois a roda, para depois de tudo isso ser tomado por ira e ir pelo caminho mais difícil, a vingança.
Cadê a delimitação de bom ou mau? Foi para o espaço! Jacob sim fez aquilo que ele achava certo, por quê motivo ele não pode ser considerado malvado por ter aprisionado e contrariado as vontades do irmão? Se pensarmos a “Mãe” como uma igreja, que diz o que quer e ganha fiéis por isso, não existirá nada que você, ateu ou descrente de tal religião, possa falar para convencer uma pessoa do contrário. Cega pela sua fé, seja imposta ou por algum momento de fraqueza, ela se apegará ao que acha ser certo e viverá de acordo com sua fé, ou seja, Jacob nada mais é do que qualquer um dos Losties que acredita nas palavras e promessas do próprio Jacob, porém ele ouviu essas palavras de alguém superior a ele.
O episódio também serviu para explicar a brincadeira das pedrinhas entre Jacob e MiB, além de explicar de quem eram os esqueletos encontrados por Kate e Jack, nomeados pelo próprio Locke (ironia?) como Adão e Eva. Nada mais, nada menos, que MiB e sua Mãe. Claro, eu não lembrava do momento em que os esqueletos foram econtrados, de Jack também achando o saquinho com as pedrinhas… Alguém lembrava disso claramente? Isso prova o que foi dito em entrevista pelos produtores sobre “os fãs assistirem o seriado inteiro novamente, após o final”. Ficou claro o recado, né? Tarefa obrigatória para todos.
Obrigatório também ressaltar que se explica a regra do MiB não poder matar os Candidatos (lembra do menininho na mata dizendo isso?), além da finalidade do Farol e da Caverna com os nomes. Tudo isso faz parte das regras do próprio jogo de Jacob em busca do seu sucessor. Quando crianças o MiB deu a dica “quando você tiver o seu próprio jogo, você poderá criar as regras”, ou seja, seu irmão está fazendo o que as regras dizem, da mesma forma que ele fez em seu pobre jogo de tabuleiro. Será que ele realmente não pode matar a galera (a palavra é a regra) ou ele pode e não quer fugir das regras e jogar dentro delas? Dúvida…
A Luz na ilha, que representa algo pior que a “vida e morte” pode não ter explicação, para mim “tudo bem”. O importante é saber o que ela representa, ou vocês brigaram com Stanley Kubrick quando ele colocou uma “pedra preta” no filme dele e disse que aquilo era a “vida”? Um valor metafórico para conteúdos visuais não mata ninguém! Foi falado que é pior que a vida e a morte e provado com a transformação do MiB em monstro da fumaça, quando Jacob jogou seu próprio irmão lá dentro. Porém tenho uma pergunta. Quando Jacob arremessou seu irmão, ele bateu a cabeça na pedra, o que pode ter matado o MiB. Ele só virou monstro da fumaça por ter caído lá dentro estando morto? Viagem? Um pouco…
E para quem teima em perguntar milhares de coisas inúteis (como essa que acabei de perguntar), Carlton Cuse e Damon Lindelof já deram a dica com a fala da “Mãe”: “Cada pergunta que fizer levará a outras mais”. Ou seja, LOST não possui uma resposta, mas sim vários entendimentos… Falando em Mãe, pela última vez, sacaram o motivo do Dark Locke ter falado para Kate sobre sua “mãe louca”? A loucura nada mais é do que sua descrença nas idéias da “velha” em ficar na ilha e proteger uma luz.
Recado dado? Então é só esperar pelo próximo e penúltimo episódio de LOST…
ps.: Ótima interpretação de Titus Welliver (MiB/Monstro da fumaça), hein? E enfim acabou com a idéia de Aaron ser Jacob e, pior, de ele ser Jacob e o MiB (um do passado e outro de uma época futura)

























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