Para a alegria de todos aqueles que esperam ansiosamente a edição anual do Anima Mundi, excelente festival de animações de curta e longa metragem que acontece no Rio de Janeiro e São Paulo, tenho boas notícias.

Já foram divulgadas as datas para o 18º Festival Internacional de Animação do Brasil e, como sempre, será no mês de julho. No Rio de Janeiro, as exibições de animações, oficinas e workshops começarão dia 16 e vão até o dia 25. Já em São Paulo, o Festival abrirá as portas dia 28 de julho e ficará até o dia 1 de agosto, no Memorial da América Latina, ao lado da estação do Metrô Barra Funda.

Além das datas, também foi divulgada a lista das animações selecionadas. São artistas de vários cantos do mundo que aproveitam esse enorme público do Brasil (o festival reúne em média cem mil pessoas) para promoverem a divulgação de seus trabalhos e, quiçá, ganharem alguns dos prêmios nas categorias que fazem parte do evento. É muito difícil escolher o que ver e praticamente impossível ver tudo (embora conheça pessoas que dão o sangue para conseguir tal proeza!). O que importa é ir participar.

As categorias são:

Júri popular
Melhor longa-metragem
Melhor curta-metragem
Melhor curta-infantil
Melhor animação brasileira
Melhor filme de estudante
Prêmio Núcleo de Animação de Campinas
Anima Mundi web
Prêmio popular
Prêmio profissional

Vale muito a pena conferir e sempre é bom ressaltar que os ingressos têm preços simbólicos (média de R$ 3 a R$ 5 por sessão para estudantes).

Aproveito o post para recomendar o ótimo e ácido vídeo vencedor na categoria curta-metragem na edição de 2009, tanto pelos cariocas quanto pelos paulistas, Mon Chinois, ou, Meu Chinês. Trata-se de uma animação feita em 2008 e dirigida pelo francês Cédric Villain.

Utilizando slides, como se emulasse um projeto científico – de modo que as informações se revestem com o discurso da verdade –, somos bombardeados com clichês e estereótipos sobre chineses (em particular) e asiáticos: eles têm pele amarela, olhos puxados e cabelos longos; usam chapéus, consomem arroz e escrevem na vertical; criaram o papel, a imprensa e os fogos de artifício; invadiram o Tibet e massacraram estudantes; são mestres nas artes marciais.

Mon Chinois critica o discurso eurocêntrico, branco e ocidental (o narrador utiliza o possessivo “meu”, e a própria língua francesa, para se apoderar de seu objeto de estudo – os chineses), que se mantém nas superfícies, que se baseia em preconceitos arraigados. Para o autor, se vistos como estereótipos, chineses – ou quaisquer povos ou culturas – não passam de fantasmas, completos desconhecidos. Saiba mais sobre o autor: Cédric Villain

Via: Revista Moviola